Ela era uma teimosa e ele apenas um moleque. Ela admirava o silêncio da morte e, ele o barulho da vida. Ela era amiga dos livros, ele era amigo do riso. Ela era um furacão de opinião, ele pouco questionava. Ela se preocupava, enquanto ele apenas vivia. Ela tinha um coração cheio de cicatrizes que transpareciam em suas palavras, enquanto ele escondia as dores da vida tão bem, que ele próprio nem se lembrava delas. E eles se amavam. Ela foi a canção silênciosa sobre a euforia que o dominava e ele foi o sopro de vida sobre o mar de morte que a engolia.